Primeiramente, é preciso lembrar que até início dos anos oitenta "banda", na área da música, segundo o Dicionário de Música (Zahar Editores – 1985), tradução da primeira edição inglesa de 1982, era: "Conjunto de instrumentos de sopro e percussão associado originalmente à música militar". No Brasil, assim como nos EUA, entretanto, impõe-se a distinção entre as bandas civis e militares.
A diferença, no caso, é basicamente institucional. As bandas militares, de formação variada atendem às necessidades da caserna. Já as bandas civis se transformaram em instituição de importância ímpar na vida musical, social e cultural do interior brasileiro. Têm, em geral, registro em cartório, sede própria, diretoria, estatutos, escolinha de instrumentistas, arquivo de grande valor musicológico, perpetuando gêneros abandonados pela música comercial.
A história da música na antiguidade evidencia a sua importância na sociedade como instrumento de integração e socialização. Porém, a terminologia “banda de música” só é apresentada, pela primeira vez, em 1678 na Inglaterra, pois, até então, só havia notícia de músicos nas tropas. A partir dessa data as bandas de música militares não cessaram de se multiplicar e desenvolver repertório próprio inerente à sua condição de militar. Na Europa, a banda de música parece ter suas origens na França. No Brasil, os músicos militares também exercem um papel relevante na sociedade brasileira desde os tempos coloniais, porém, não mais motivados pelos combates e batalhas, mas, principalmente, pelas suas apresentações cívicas, religiosas e muito mais sociais do que no início da história da música em ambiente militar.
Em 1831, são criadas as bandas de música da Guarda Nacional, e esta arte espalha-se pelo país. Em 1896, Anacleto de Medeiros funda a mais famosa de todas as bandas de música: a do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Naquela época, um grande número de músicos militares atuava em orquestras e outros nas igrejas onde participavam do serviço religioso. Como no Brasil, nos tempos da colônia, existiam os músicos das tropas de cavalaria e de infantaria, os quais não se limitavam à música militar.
No seio das bandas de música, formaram-se notáveis músicos profissionais e amadores, eruditos e populares, dentre os quais se destacam renomados maestros e instrumentistas, como Patápio Silva, Anacleto de Medeiros, entre outros. As bandas também foram um centro gerador de novos gêneros musicais e de um vasto repertório de chorinhos, marchas e dobrados.
De todas as manifestações artísticas produzidas pelo ser humano, poucas guardam tanta afinidade com a profissão militar quanto a música. Desde a mais remota antiguidade até às guerras de alta tecnologia de nossos dias, as bandas militares cumprem o singular e insubstituível papel de reforçar o moral e o ânimo daqueles que, nas casernas em tempos de paz ou nas agruras das campanhas, dedicam-se à profissão das armas.
A Guarda Municipal de Contagem tem o privilégio de ter uma Banda que sempre faz de tudo para aproximar da população da instituição como você que acompanha esse blog pôde ver. Os seus músicos são realmente profissionais fazem cursos e participam de outros conjuntos musicais. Felizmente a população sabe reconhecer o nosso trabalho. Obrigado por ser nosso seguidor.
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PARABENIZO ESTA EXCELENTE BANDA DE MUSICA, DIRETAMENTE DAQUI DO RIO DE JANEIRO, ONDE COMO RADIALISTA MANTIVE NO RADIO POR 40 ANOS PROGRAMA VOLTADO ÁS BANDAS.MERECI DO SAUDOSO AMIGO JOAQUIM NAEGELE, EM 1978, MARCANTE DOBRADO COM MEU NOME. NAEGELE COMPOS MAIS DE 300 MUSICAS.CONVIDO TODOS A ACESSAREM NO YOUTUBE MEU CANAL RADIALISTA ZAIR CANSADO.COM, ONDE PROSSIGO NO MESMO IDEALISMO.
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